Resumo direto: Egill Ibsen prepara cyanotypes clássicos, trata alguns com 3% de peróxido de hidrogénio (ou às vezes ácido acético), espera a secagem completa e, em seguida, aplica tinta acrílica em camadas — de lavagens finas a aplicações mais espessas — para obter efeitos de textura, profundidade e cor. O artista usa diferentes pincéis, inclusive de pelo de porco, e retoca sombras com Payne’s Gray quando necessário. Fonte
Em poucas palavras: a técnica combina a base fotográfica da cianotipia com a pintura acrílica aplicada após a cura e secagem do papel, exigindo cuidado ao trabalhar com pincéis para não levantar a camada sensível do cianótipo e secagens entre aplicações para evitar o embaçamento das cores.
Contexto e propósito da técnica
O material disponível descreve o fluxo de trabalho de Egill Ibsen ao transformar cianotipias tradicionais em peças pintadas. A intenção é explorar como a combinação de processos fotográficos e pictóricos resulta em cianotipias com efeitos visuais ampliados, textura e controlo tonal que vão além do azul clássico.
Preparação inicial do cianótipo
O primeiro passo, conforme relatado, é preparar uma cianotipia clássica. Ibsen pode usar negativos tradicionais ou negativos digitais para expor a imagem. Depois da revelação, ele trata a impressão em 3% de peróxido de hidrogénio para intensificar o azul; ocasionalmente, recorre ao ácido acético para manipular o resultado. Esses tratamentos são aplicados antes da fase de pintura.
Secagem e cuidados antes da pintura
Após o tratamento químico, é essencial secar a impressão completamente. O texto enfatiza que a pintura só deve começar depois da impressão seca, pois aplicar tinta sobre uma superfície úmida pode causar o embaçamento das camadas e comprometer o resultado. Além disso, ao usar pincéis e aplicar tinta, deve-se evitar pressionar demais para não levantar a camada do cianótipo da folha de papel.
Como Egill Ibsen aplica o acrílico
As descrições documentam duas abordagens principais na aplicação do acrílico:
- Pintura espessa em áreas específicas (por exemplo, as árvores), onde o acrílico é aplicado com maior densidade para construir volume e textura.
- Camadas finas de lavagens sucessivas em outras áreas, aplicadas rapidamente e niveladas com pincel-mop para uniformizar e controlar a transição de cor.
Estratégia de camadas e secagem
Ibsen recorre a múltiplas camadas quando necessário: muitas lavagens finas podem ser sobrepostas até atingir o efeito desejado. Após cada aplicação, a peça precisa secar completamente para evitar que as camadas se contaminem entre si. Esse ciclo de aplicar e secar é repetido até que o aspecto final seja alcançado.
Ferramentas e materiais citados
O relato menciona especificamente alguns materiais e escolhas de ferramentas usadas no processo:
- Pincéis diversos: lavagens rápidas com pincéis de mop e aplicações texturizadas com pincéis de pelo de porco (hog hair brushes) para adicionar rugosidade e efeito na superfície do papel.
- Tinta acrílica: usada tanto em camadas finas quanto em aplicações espessas, adaptando a densidade conforme a área da imagem.
- Payne’s Gray: cor preferida para retocar a camada do cianótipo ou para aprofundar as sombras.
Textura e efeito final
Para efeitos de textura extra, Ibsen usa pincéis de pelo de porco para “frisar” o papel, criando relevos e irregularidades que interagem com a camada fotográfica original. O resultado final citado é um exemplar com tamanho 43×31 cm, mostrando que o processo pode ser aplicado a formatos de impressão manual.
Observações técnicas importantes
Das notas fornecidas, extraem-se alguns cuidados técnicos essenciais, repetidos pelo autor:
- Evitar pressionar o pincel com força sobre a superfície para não descolar a camada do cianótipo.
- Secar completamente entre as aplicações para prevenir o escurecimento ou mistura indesejada das cores.
- Usar lavagens rápidas e nivelar com mop quando se busca uniformidade em áreas pintadas finamente.
Exemplos visuais citados
O texto inclui referências a imagens de trabalho em progresso e do resultado final (por exemplo, a menção de “painted cyanotypes” e fotografias do processo), mas detalhes adicionais sobre essas imagens não estão disponíveis além das legendas contidas no conteúdo original.
Limitações das informações disponíveis
O presente artigo baseia-se exclusivamente no conteúdo fornecido por Egill Ibsen conforme a fonte citada. Não há na documentação fornecida instruções detalhadas sobre tempos de secagem, proporções exatas de diluição das tintas, marcas específicas de materiais além de Payne’s Gray, nem recomendações sobre tipos de papel ou procedimentos de conservação pós-pintura. Essas informações não estão disponíveis no material fornecido e, portanto, não foram incluídas.
Passo a passo resumido (síntese prática)
- Preparar a cianotipia com negativo padrão ou digital e revelar normalmente.
- Tratar a impressão com 3% de peróxido de hidrogénio para intensificar o azul (às vezes usar ácido acético).
- Secar completamente a impressão antes de pintar.
- Aplicar acrílico em áreas desejadas: lavagens finas niveladas com mop ou aplicações espessas para textura.
- Deixar secar entre cada camada para evitar embaçamento.
- Usar pincéis de pelo de porco para criar textura onde se deseja relevo.
- Retoques finais: aprofundar sombras com Payne’s Gray conforme necessário.
Como ver mais e aprofundar
Para consultar a fonte original que documenta esse processo, veja a publicação de Egill Ibsen: Fonte. Para conteúdos relacionados dentro deste site, visite a categoria de cianotipia: cianotipia.
Conclusão acionável
Quem pretende reproduzir a abordagem de Egill Ibsen deve experimentar a sequência de: cianotipia tradicional → tratamento químico leve (3% peróxido de hidrogénio ou ácido acético) → secagem completa → pintura em camadas com acrílico (respeitando secagens entre aplicações) → retoques com Payne’s Gray. Devido à falta de informações adicionais sobre tempos e materiais específicos, recomenda-se testar em pequenas amostras antes de aplicar em peças finais.






