Apresentanos método de preparo de imagem para cyanotype

Projeto coletivo define melhores tempos de exposição para cyanotipia

Resumo direto: O preparo de imagem para cyanotype pode ser feito principalmente de duas maneiras: por contact prints usando negativos ou por photograms, colocando objetos diretamente sobre o papel ou tecido sensível. A regra prática é simples: se deixa passar luz, vira azul; se bloqueia a luz, fica branco.

Este artigo explica passo a passo como preparar imagens para cyanotype usando apenas métodos documentados por Malin Fabbri e colaboradores, com exemplos de tempos de exposição e materiais usados nas ilustrações do projeto. Consulte a fonte original para detalhes adicionais: Fonte.

O que são contact prints e photograms

Existem duas abordagens predominantes citadas no material-base. A primeira, contact prints, consiste em colocar negativos ampliados diretamente sobre o material sensibilizado, produzindo uma cópia em positivo com o mesmo tamanho do negativo. A segunda, photograms, produz imagens ao colocar objetos sobre o suporte sensível e expor sua sombra.

Princípio básico e memória mnemônica

O texto fornece uma rima muito útil para entender o comportamento do processo: “If it lets light through / it will turn blue. / If it blocks out light / it will stay white.” Em tradução livre: se deixa passar luz, vira azul; se bloqueia, fica branco. Essa regra ajuda a prever o resultado ao escolher objetos ou materiais a serem colocados sobre o papel.

Materiais e preparação do suporte

O material descreve procedimentos práticos usados por artistas citados. Foram usados diversos papéis aquarelados e técnicas manuais de aplicação da quimica:

  • Papéis citados: Fabriano Aquarello, Arches Aquarelle e Saunders 140 lb. Watercolor Paper.
  • Ferramentas para aplicação: pincel largo tipo hake japonês, pincel de aquarela de 1 polegada e escova de borracha espuma (foam rubber brush) para conseguir acabamento artesanal.
  • Secagem: o papel foi deixado para secar durante a noite em ambiente escuro, em pelo menos um dos exemplos.

Como fazer photograms usando objetos

Photograms foram feitos colocando objetos diretamente sobre o papel sensibilizado. Exemplos documentados incluem:

  • Composição com elásticos e bolinhas de vidro para criar abstrações (obra “Eyescreen” por Elizabeth Graves). O papel foi revestido com pincel de aquarela de 1 polegada, espalhando a emulsão em longos traços verticais e horizontais para uma cobertura uniforme em papel texturizado. Tempo de exposição mencionado: cerca de 6 minutos.
  • Uso de fita, ramos e fitas para composições sobre Arches Aquarelle. Papel secou durante a noite; exposição com luz UV por 12 minutos. Após exposição, o papel foi enxaguado e deixado oxidar até atingir o azul profundo final.
  • Objetos recomendados: folhas, galhos, flores, fitas, utensílios de cozinha, brinquedos, penas, cordas, rendas, óculos e ferramentas — basicamente qualquer objeto com forma interessante ou semitransparência.

Fazer contact prints a partir de negativos

O material descreve o uso de negativos para reproduzir imagens previamente fotografadas. Exemplo documentado:

  • Anita Chernewski fotografou photograms em papel gelatin silver em formato 16×20 usando filme TRI-X no tamanho 2 1/4 x 3 1/4 em uma câmera de caixa. Os negativos resultantes foram colocados sobre papel aquarelado revestido com a química clássica do cyanotype. Tempo de exposição com lâmpada solar: 20 minutos. Papel usado: Saunders 140 lb.

Variações de técnica e efeitos estéticos

As variações na aplicação da emulsão, no tipo de papel e na transparência/espessura dos objetos resultam em efeitos visuais distintos. Os exemplos mostrados no conteúdo-base enfatizam uma estética artesanal: pinceladas visíveis, texto e textura do papel, e gradações de azul que lembram um céu claro.

Textura do papel e aplicação da emulsão

Um tratamento manual do revestimento — por exemplo, aplicar a emulsão em movimentos verticais, horizontais e novamente verticais — produz uma cobertura mais uniforme em papéis texturizados, como demonstrado em “Eyescreen”. O uso de um hake japonês realça a qualidade manual nas bordas e superfícies.

Transparência dos objetos

Objetos semitransparentes criam tonalidades intermediárias de azul, enquanto objetos opacos geram áreas brancas. Isso permite composições com gradações tonais e sensações de profundidade mesmo sem uso de câmera.

Exposição, revelação e oxidação

Os tempos de exposição citados nos exemplos variam conforme a fonte de luz e o conjunto de materiais: cerca de 6 minutos para uma composição em Fabriano com a fórmula clássica, 12 minutos em exposição com lâmpada UV para Arches Aquarelle, e 20 minutos ao usar negativos e lâmpada solar. Após o enxágue, o papel é deixado oxidar para alcançar o azul final.

Caso prático documentado: como Anita reproduziu seus photograms

Anita criou photograms originais em papel gelatin silver (16×20) usando mãos e formas tridimensionais em papel. Para reproduzi-los em cyanotype, ela fotografou essas obras em filme TRI-X, processou o negativo e então fez contact prints em papel aquarelado revestido com química clássica, expondo por 20 minutos sob lâmpada solar. Esse fluxo permitiu tirar cópias mantendo a estética original.

História curta e contexto

O texto lembra que as primeiras cyanotypes eram chamadas de photograms ou shadowgrams. Anna Atkins é citada como criadora do primeiro livro de cyanotypes ao documentar espécimes botânicos que eram delicados demais para desenho manual.

Resumo prático passo a passo

  1. Escolher o método: photogram (objetos) ou contact print (negativos).
  2. Revestir o papel com a emulsão usando pincel apropriado (ex.: hake japonês ou pincel de 1″ para papéis texturizados).
  3. Deixar o papel secar, preferencialmente em ambiente escuro (ex.: secagem noturna mencionada).
  4. Dispor objetos ou negativos sobre o papel seco e posicionar a fonte de luz (UV ou lâmpada solar).
  5. Expor pelo tempo aproximado documentado: ~6 min (exemplo Eyescreen), ~12 min (exemplo Arches + UV), ~20 min (contact print com negativos + lâmpada solar).
  6. Enxaguar o suporte e deixar oxidar até atingir o azul final.

Onde encontrar mais informações

Para detalhes completos e texto original que serviu de base a este guia, consulte a fonte indicada na primeira seção. Se desejar tutoriais passo a passo sobre revestimento e receitas, há recursos complementares disponíveis em guias específicos online e coleções sobre processos fotográficos alternativos.

Leia também nossos outros conteúdos sobre cianotipia e processos manuais: Tutorial cianotipia básica.

Conclusão acionável

Para começar hoje: selecione papéis aquarelados, pratique a aplicação da emulsão com movimentos longos e experimente com objetos simples (folhas, rendas, elásticos). Teste os três tempos de exposição documentados para comparar resultados e deixe o papel oxidar completamente antes de avaliar a cor final.

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